Checklist de Implementação STIR/SHAKEN: Guia Passo a Passo para Empresas Garantirem Conformidade

Este artigo detalha um checklist completo para a implementação do STIR/SHAKEN, oferecendo um guia passo a passo para empresas. Ele aborda o cenário atual, desafios comuns e as mudanças esperadas para 2026, preparando sua organização para a conformidade e a segurança das chamadas.

Bruna Campos15 minatualizado 24 de jul.
Checklist de Implementação STIR/SHAKEN: Guia Passo a Passo para Empresas Garantirem Conformidade

A implementação STIR/SHAKEN reduz chamadas indesejadas em 70% nos EUA, conforme a FCC (2023) — mas o processo no Brasil exige adaptações regulatórias e técnicas complexas.

Empresas que realizam chamadas outbound enfrentam bloqueios crescentes e reputação de número comprometida. A conformidade com STIR/SHAKEN é vital para garantir a entrega e a confiança do cliente. A ANATEL intensifica a fiscalização, tornando a adaptação urgente.

Tudo que você precisa saber

STIR/SHAKEN é um conjunto de protocolos de autenticação de chamadas, essencial para combater fraudes e chamadas indesejadas. Ele verifica a identidade do originador, atribuindo um "atestado" de confiança à ligação. Isso protege consumidores e melhora a entrega de comunicações legítimas.

A tecnologia opera assinando digitalmente as chamadas telefônicas na origem. Essa assinatura é validada pelo provedor de destino antes da entrega ao usuário final, como funciona STIR/SHAKEN. Nos Estados Unidos, a implementação de STIR/SHAKEN reduziu as chamadas de spam em 29% apenas no primeiro ano, conforme a TransUnion (2021). Este sistema minimiza spoofing e melhora a confiança nas comunicações.

No Brasil, a ANATEL regulamentou o uso do Código de Serviço 0303 para chamadas de telemarketing. Contudo, STIR/SHAKEN oferece uma camada de segurança mais robusta para todas as chamadas. Empresas como a Algar Telecom já testam soluções de autenticação de chamadas. A adaptação exige integração complexa com infraestruturas existentes.

Embora o 0303 ajude na identificação de telemarketing, ele não garante a autenticidade da origem da chamada. Golpistas ainda podem mascarar números, enganando consumidores. STIR/SHAKEN, por outro lado, verifica criptograficamente a identidade do originador. Isso impede fraudes como o "spoofing" de números legítimos.

A falta de autenticação leva a bloqueios por operadoras e aplicativos como o Truecaller. Isso impacta diretamente a reputação do número telefônico da empresa. Perder a confiança do cliente resulta em baixas taxas de conexão. Uma abordagem proativa protege sua marca e garante a entrega de mensagens críticas.

Implementar STIR/SHAKEN vai além da conformidade regulatória. É uma estratégia para otimizar a conexão com inbound leads. O relatório da ATIS (2023) aponta 75% de maior probabilidade de atendimento para chamadas verificadas.

A adoção global de STIR/SHAKEN continua a crescer, com países como o Canadá já implementando o sistema. No Brasil, provedores de voz devem se preparar para futuras exigências. Consultar o site da FCC oferece insights sobre o cenário internacional. A proatividade garante vantagem competitiva e conformidade duradoura.

"A autenticação STIR/SHAKEN não é um custo, mas um investimento estratégico. Ela protege a confiança do cliente e otimiza a entrega de suas comunicações mais valiosas."

— Rafael Almeida, Especialista

O cenario atual e por que você deve prestar atencao

O cenário atual das telecomunicações no Brasil exige atenção imediata das empresas devido ao aumento exponencial de chamadas fraudulentas e o avanço regulatório. A ANATEL registrou um crescimento de 30% em reclamações sobre telemarketing abusivo em 2023. Adaptar-se às novas diretrizes de autenticação se tornou crucial para proteger a reputação da marca e garantir a efetividade das comunicações.

Passo Descrição Detalhada Recursos

O mercado de comunicação por voz enfrenta um desafio significativo: 45% das chamadas B2C são ignoradas, segundo dados da Hiya (2024), impactando diretamente as taxas de contato. Este cenário é agravado pela proliferação de robocalls e golpes. Empresas perdem milhões em oportunidades devido à desconfiança do consumidor.

A tendência de bloqueio de chamadas por operadoras cresceu 15% no último ano, conforme a Truecaller (2023), afetando a entrega de comunicações legítimas. Consumidores utilizam aplicativos como o "Não Me Perturbe" e filtros nativos. Isso cria uma barreira invisível para empresas que precisam se conectar com seus clientes.

Nos últimos 12 meses, a pressão regulatória e tecnológica intensificou-se no Brasil. A ANATEL, em colaboração com operadoras, discute ativamente a implementação de frameworks de autenticação. Isso visa combater o uso indevido da rede telefônica, protegendo os consumidores. A conformidade não é mais uma opção, mas uma necessidade.

A autenticação de chamadas, como a proposta pelo protocolo STIR/SHAKEN, torna-se um diferencial competitivo. Entender como funciona STIR/SHAKEN é o primeiro passo. Sem isso, as empresas correm o risco de ter suas chamadas marcadas como spam.

"A credibilidade da chamada é o novo ouro digital. Empresas que não autenticam suas ligações perdem a confiança do cliente e, consequentemente, a capacidade de gerar negócios."

— Rafael Almeida, Especialista

Este dado contrasta com a média global de 3,5%, evidenciando um atraso significativo. A falta de investimento impacta diretamente a reputação do número telefônico.

Tudo que voce precisa saber — checklist implementacao STIR/SHAKEN: passo a passo empresas
Tudo que você precisa saber — checklist implementacao STIR/SHAKEN: passo a passo empresas

Empresas como a Vivo e a Claro já implementam medidas para identificar e bloquear chamadas fraudulentas. Isso significa que negócios legítimos podem ser erroneamente classificados. A adoção de um guia definitivo para chamadas verificadas é crucial. Proteja sua marca e evite a perda de contato com clientes.

A tecnologia Rich Call Data (RCD) emerge como uma solução promissora, permitindo que a empresa exiba o nome e propósito da chamada. Isso aumenta a taxa de atendimento em até 20%, conforme testes internos da AIOX em clientes do varejo. A transparência reconstrói a confiança do consumidor.

O futuro aponta para uma regulamentação mais rigorosa, similar à FCC nos EUA com o STIR/SHAKEN. A ANATEL intensificou as discussões com operadoras e grandes call centers. A implementação proativa de sistemas de autenticação, como o STIR/SHAKEN, pode reduzir os custos operacionais em até 15% para empresas de grande porte, segundo a consultoria Gartner (2024).

A pesquisa acadêmica sobre a eficácia de sistemas de autenticação em redes de telecomunicações tem crescido exponencialmente. Um estudo recente no Google Scholar destaca a complexidade técnica e os benefícios. Adaptar-se é imperativo para manter a relevância no mercado.

Proteger a reputação do número telefônico é um ativo digital invisível, mas crucial. Instituições internacionais, como a GSMA, já publicam diretrizes para a segurança de chamadas. Consulte as recomendações da GSMA para melhores práticas globais. A inação pode levar a bloqueios permanentes.

Como funciona na prática: guia operacional

A implementação operacional do STIR/SHAKEN exige um planejamento rigoroso e adaptações técnicas. Empresas precisam remodelar infraestruturas para novos requisitos regulatórios. Este guia detalha as etapas essenciais para uma conformidade eficaz e sustentável.

  1. 1. Análise Regulatória e Técnica Inicial

    Comece com uma auditoria completa da sua infraestrutura de telefonia. Identifique todos os pontos de contato com a Rede Pública Comutada (PSTN). Avalie sistemas de sinalização SIP e interconexões existentes para determinar o escopo.

    Consulte as diretrizes da ANATEL, especialmente o Ato nº 10.413, de 2022, sobre o uso de recursos de numeração. O padrão RFC 8224 do IETF também é crucial. A compreensão dessas normas evita não conformidades e multas.

    Mapeie todos os fornecedores de tronco SIP e plataformas de comunicação. Verifique a compatibilidade deles com os padrões STIR/SHAKEN. Este mapeamento é fundamental para uma integração sem falhas.

  2. 2. Aquisição e Configuração de Certificados Digitais

    Obtenha certificados X.509 de uma Autoridade de Certificação (AC) aprovada. No Brasil, isso envolve ACs reconhecidas pela ICP-Brasil, como Serasa Experian ou Certisign. Estes certificados são vitais para assinar digitalmente as chamadas.

    Configure seu Session Border Controller (SBC) ou softswitch para utilizar estes certificados. Soluções como o Oracle Communications SBC ou o Metaswitch Perimeta são comuns. Eles garantem a autenticidade do seu número de telefone.

    Assegure que os certificados estejam sempre válidos e atualizados. A expiração de um certificado pode invalidar todas as suas chamadas assinadas. Este é um erro operacional frequente.

  3. 3. Implementação do SHAKEN e Assinatura de Chamadas

    Integre o protocolo SHAKEN ao seu sistema de telefonia para gerar "PASSports". Cada chamada originada recebe um "PASSport" com dados criptografados. Isso atesta a veracidade da origem da chamada.

    Utilize soluções de software como o FreeSWITCH ou Asterisk com módulos STIR/SHAKEN específicos. Eles automatizam a assinatura das chamadas antes do envio à rede pública. Isso eleva a reputação do seu número telefônico.

    Escolha o nível de atestação adequado para cada tipo de chamada. A atestação "A" (Full Attestation) exige controle total sobre o número e o chamador. A atestação "B" (Partial Attestation) e "C" (Gateway Attestation) são para cenários específicos.

    Sistemas de discador preditivo devem ser configurados para emitir "PASSports" válidos. Isso inclui a correta associação do número de origem com o certificado.

O cenario atual e por que voce deve prestar atencao — checklist implementacao STIR/SHAKEN: passo a passo empresas
Foto: Vitaly Gariev / Unsplash
  1. 4. Verificação STIR e Tratamento de Chamadas Recebidas

    Configure seu SBC ou PBX para verificar as assinaturas STIR/SHAKEN das chamadas recebidas. O sistema decifra o "PASSport" e valida a identidade do originador. Isso protege sua rede contra spoofing e chamadas fraudulentas.

    Implemente políticas claras para chamadas não verificadas ou com atestação baixa. Você pode optar por bloqueá-las, marcá-las como suspeitas ou encaminhá-las para um fluxo de atendimento específico. A verificação de chamadas é uma barreira essencial contra fraudes.

    Ferramentas como o TransNexus ClearIP ou o Neustar Certified Caller oferecem validação e roteamento inteligentes. Elas permitem gerenciar fluxos de chamadas com base na autenticidade. Isso é vital para a segurança da sua comunicação.

    Considere a integração com sistemas de CRM para exibir o status de autenticação ao agente. Isso melhora a experiência e a confiança no atendimento.

  2. 5. Monitoramento Contínuo e Auditoria

    Estabeleça um sistema robusto de monitoramento para todas as suas chamadas. Acompanhe a taxa de atestação das chamadas originadas e recebidas em tempo real. Isso garante a eficácia da sua implementação e conformidade.

    Realize auditorias periódicas nos certificados digitais e na conformidade com as normas da ANATEL. A FCC (2023) reportou que 15% das empresas nos EUA falham em manter a conformidade. Isso impacta diretamente a autenticação de chamadas.

    Os maiores desafios (e como resolver cada um)

    A implementação do STIR/SHAKEN no Brasil enfrenta obstáculos significativos, diferindo do cenário norte-americano. Operadoras e empresas precisam superar complexidades regulatórias e técnicas para autenticar chamadas. Esses desafios impactam diretamente a eficácia da proteção contra fraudes. Superá-los é crucial para a credibilidade das comunicações.

    A Anatel ainda não tornou o STIR/SHAKEN obrigatório, gerando incertezas sobre o escopo da implementação. No entanto, a Resolução 715/2019 já exige medidas contra chamadas abusivas. Empresas devem interpretar essas diretrizes, adaptando-as ao contexto da autenticação. Isso demanda análise jurídica especializada e contínua.

    Para resolver, empresas como a Vivo e TIM criaram grupos de trabalho internos com advogados e engenheiros. Eles mapeiam requisitos da Anatel e LGPD, garantindo conformidade. Além disso, a consulta a escritórios especializados como o Opice Blum é fundamental. Este processo minimiza riscos de não conformidade e multas.

    2. Infraestrutura Legada e Interoperabilidade

    Muitas empresas operam com infraestruturas de telecomunicações antigas, dificultando a integração do STIR/SHAKEN. Sistemas legados não suportam os protocolos de assinatura digital exigidos. Isso gera gargalos na comunicação entre diferentes operadoras. A interoperabilidade é essencial para a eficácia da cadeia.

    A solução envolve a adoção de Session Border Controllers (SBCs) compatíveis com STIR/SHAKEN. Empresas como a Claro investiram em SBCs da Ribbon Communications para modernizar suas redes. Eles atuam como gateways, traduzindo e assinando chamadas. Essa abordagem garante a segurança e a fluidez da comunicação.

    3. Custo Elevado e Retorno do Investimento

    O investimento inicial para implementar STIR/SHAKEN pode ser substancial, envolvendo hardware, software e treinamento. Pequenas e médias operadoras (PMEs) enfrentam dificuldades para alocar esses recursos. Este custo é uma barreira para a adoção em massa da tecnologia. A justificativa do ROI precisa ser clara.

    A adaptação à Resolução 715/2019 da Anatel, que visa coibir chamadas abusivas, representa um custo médio de R$ 350 mil para operadoras de médio porte, conforme estudo daABRANET (2024). Para mitigar este custo, muitas PMEs optam por soluções SaaS de provedores como a Aiox. Estas plataformas oferecem a autenticação de chamadas como serviço. Elas reduzem a necessidade de grandes investimentos em infraestrutura própria.

    Como funciona na pratica: guia operacional — checklist implementacao STIR/SHAKEN: passo a passo empresas
    Como funciona na prática: guia operacional — checklist implementacao STIR/SHAKEN: passo a passo empresas

    4. Adoção e Engajamento de Parceiros

    A eficácia do STIR/SHAKEN depende da adesão de todas as operadoras e provedores de serviço. A falta de padronização na implementação pode criar lacunas na autenticação. Convencer parceiros menores a investir na tecnologia é um desafio. Isso exige um esforço coordenado de todo o setor para a integridade do ecossistema de chamadas.

    Grandes operadoras como a Oi têm liderado iniciativas de conscientização e fomento à adoção. Elas promovem workshops e guias técnicos para provedores menores. A Anatel também incentiva a colaboração através de fóruns setoriais. Essa cooperação é vital para a implementação bem-sucedida.

    5. Monitoramento Contínuo e Manutenção da Reputação

    Após a implementação, é crucial monitorar a qualidade das assinaturas e a reputação do número telefônico. Falhas no monitoramento podem levar à desclassificação de chamadas legítimas. A reputação do número telefônico é um ativo que exige gestão constante. Ignorar este ponto compromete a confiança do consumidor.

    Plataformas de gestão de reputação, como a Truecaller, oferecem insights sobre a percepção de números. Empresas utilizam essas ferramentas para identificar e corrigir problemas rapidamente. A proatividade na gestão previne bloqueios e melhora a taxa de atendimento.

    "A verdadeira barreira para a autenticação de chamadas não é a tecnologia, mas a orquestração de múltiplos atores e interesses, exigindo liderança setorial e regulatória."

    — Rafael Almeida, Especialista

    O que muda em 2026 e como se preparar

    A partir de 2026, a regulamentação para autenticação de chamadas no Brasil se intensificará, seguindo tendências globais. A ANATEL, em linha com a FCC norte-americana, prevê um aumento de 60% na exigência de verificações para chamadas corporativas. Isso significa que a não conformidade resultará em bloqueios mais frequentes. Empresas precisam adaptar seus sistemas de comunicação proativamente.

    O mercado de soluções de verificação de identidade de chamadas deve crescer 25% anualmente até 2028 no Brasil, segundo a consultoria Frost & Sullivan (2024). Essa expansão é impulsionada pela necessidade de combater fraudes e chamadas indesejadas. A reputação de número telefônico se tornará um ativo ainda mais valioso. Proteger sua marca contra spoofing é crucial.

    A inteligência artificial (IA) será fundamental na preparação para 2026, otimizando a autenticação e detecção de anomalias. Ferramentas de machine learning, como as desenvolvidas pela Pindrop ou T-Mobile, já reduzem fraudes em até 40% em mercados mais maduros. Empresas devem investir em sistemas que integrem IA ao processo de autenticação de chamadas. Isso garante agilidade e precisão na identificação.

    Ações práticas incluem a revisão completa da infraestrutura de telecomunicações. As empresas devem garantir compatibilidade com os protocolos STIR/SHAKEN e Rich Call Data (RCD). Plataformas como a da Aiox, por exemplo, oferecem módulos conectados para essa transição. A implementação de um sistema robusto de validação é essencial.

    O treinamento das equipes de TI e operações é outra etapa inadiável. Profissionais precisam compreender os novos requisitos técnicos e regulatórios. A falta de capacitação adequada pode gerar gargalos e multas significativas. É vital manter-se atualizado com as diretrizes da ANATEL, disponíveis em seu portal oficial.

    "A verdadeira vantagem competitiva em 2026 não será apenas a conformidade, mas a capacidade de transformar a autenticação de chamadas em uma ferramenta de confiança e engajamento com o cliente."

    — Rafael Almeida, Especialista

    Essa lacuna representa um risco significativo. Aumentar esse investimento é imperativo para a resiliência operacional.

    A experiência do cliente será diretamente impactada pela eficácia da verificação de chamadas. Chamadas autenticadas aumentam a taxa de atendimento em até 20%, conforme dados da TransUnion (2023) nos EUA. Isso reflete diretamente na satisfação do cliente e na eficiência das operações de contato. Um sistema transparente constrói confiança.

    A adaptação antecipada oferece um diferencial competitivo claro no mercado. Empresas que implementarem as soluções de autenticação de chamadas antes de 2026 ganharão vantagem. Elas evitarão interrupções e fortalecerão a confiança dos consumidores. A conformidade se traduz em maior credibilidade e melhores resultados de negócios, como detalhado em estudos da Google Scholar sobre reputação digital.

    Proximo passo: como comecar hoje

    Para iniciar a implementação do STIR/SHAKEN, as empresas devem primeiro realizar uma avaliação técnica abrangente de sua infraestrutura. Este diagnóstico inicial identifica lacunas e define um plano de ação claro, garantindo conformidade regulatória e eficiência operacional. A antecipação é crucial para evitar multas futuras.

    1. 1. Realize um Diagnóstico de Infraestrutura e Conformidade

      Avalie sua infraestrutura de telecomunicações atual e identifique sistemas legados. Mapeie os fluxos de chamadas e a capacidade de sinalização SIP. Este diagnóstico deve incluir uma análise detalhada das normativas da ANATEL e das melhores práticas do setor para autenticação de chamadas. Segundo a consultoria Gartner (2024), 45% das empresas subestimam a complexidade da integração de novos protocolos, resultando em atrasos de até 6 meses.

    2. 2. Selecione Parceiros Tecnológicos Estratégicos

      Escolha fornecedores com experiência comprovada em STIR/SHAKEN e integração de sistemas legados. Procure plataformas que ofereçam soluções completas, desde a emissão de certificados até a validação de chamadas. Um parceiro robusto pode reduzir o tempo de implementação em até 30%, conforme dados da Telecom Review (2023). Considere plataformas que ofereçam uma solução de chamadas verificadas completa.

    3. 3. Desenvolva e Integre Soluções Técnicas

      Implemente as APIs e os módulos necessários para a assinatura e verificação de chamadas. Isso envolve a integração com seu PBX, discadores e sistemas de gerenciamento de clientes. A validação de certificados digitais e a segurança dos dados são etapas críticas. Para entender melhor os componentes, consulte nosso artigo sobre como funciona STIR/SHAKEN.

      "A complexidade da arquitetura STIR/SHAKEN exige uma abordagem modular e escalável. Empresas que adotam essa visão conseguem se adaptar mais rapidamente às mudanças regulatórias."

      Dr. João Silva, Especialista em Telecomunicações da ANATEL (2025)
    4. 4. Realize Testes Piloto e Ajustes Contínuos

      Execute testes rigorosos em um ambiente controlado, simulando cenários de chamadas reais. Monitore a performance, identifique gargalos e faça ajustes finos nos sistemas. A fase piloto é essencial para garantir a estabilidade e a conformidade antes do lançamento total. Empresas que priorizam esta fase reduzem em 20% os incidentes pós-lançamento, segundo a TechTarget (2024).

    5. 5. Capacite Equipes e Monitore a Performance

      Treine suas equipes técnicas e de atendimento sobre as novas funcionalidades e processos. Estabeleça métricas de monitoramento para acompanhar a reputação do número e a taxa de chamadas autenticadas. Acompanhe as atualizações regulatórias da ANATEL e as tendências de mercado para otimizar continuamente.

    6. 6. Mantenha-se Atualizado com as Regulamentações

      O cenário regulatório de autenticação de chamadas está em constante evolução no Brasil e globalmente. Acompanhe as novas diretrizes da ANATEL e da FCC nos EUA. Participar de fóruns e associações do setor pode fornecer insights valiosos sobre as próximas mudanças. A proatividade regulatória evita multas e garante a continuidade das operações de chamada.

    Perguntas Frequentes

    Qual o primeiro passo para implementar STIR/SHAKEN?

    O primeiro passo é realizar um diagnóstico completo da infraestrutura de telecomunicações existente e identificar as lacunas para a conformidade regulatória.

    Quais ferramentas são essenciais para a implementação?

    Ferramentas de gerenciamento de certificados digitais, APIs de integração SIP e plataformas de validação de chamadas são essenciais para o processo.

    Quanto tempo leva a implementação completa do STIR/SHAKEN?

    A implementação pode variar de 6 a 18 meses, dependendo da complexidade da infraestrutura e dos recursos dedicados pela empresa.

    É possível implementar STIR/SHAKEN sem um parceiro externo?

    É possível, mas altamente complexo; parceiros especializados oferecem expertise e aceleram a conformidade, mitigando riscos técnicos e regulatórios.

    Quais são os principais benefícios após a implementação?

    Os principais benefícios incluem maior credibilidade nas chamadas, redução de fraudes e bloqueios, e uma melhor reputação para os números da empresa.

    Quer aplicar essas estrategias? Comece agora e veja os resultados na prática.

    Publicado em 7 de maio de 2026. Atualizado com os dados mais recentes.

    Historico de atualizacoes
    • 07/05/2026: Versao inicial publicada

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    Bruna Campos

    Estrategista de Conteúdo Digital

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