STIR/SHAKEN e o Combate à Fraude: Como a Tecnologia Protege Sua Marca e Seus Clientes de Golpes

STIR/SHAKEN é um conjunto de padrões tecnológicos projetado para combater a fraude telefônica e chamadas indesejadas, verificando a autenticidade da origem das ligações. Ele funciona através da assinatura digital de chamadas, garantindo que o número exibido seja legítimo. A implementação visa restaurar a confiança nas comunicações por voz e proteger consumidores e empresas contra golpes.

Bruna Campos17 minatualizado 24 de jul.
STIR/SHAKEN e o Combate à Fraude: Como a Tecnologia Protege Sua Marca e Seus Clientes de Golpes

STIR/SHAKEN autentica chamadas telefônicas, reduzindo fraudes em 40% nos EUA em 2023, segundo a FTC — mas sua eficácia varia drasticamente conforme a adesão das operadoras globais.

Empresas e consumidores enfrentam uma onda crescente de chamadas indesejadas e fraudulentas. A urgência de soluções robustas é inegável para restaurar a confiança nas comunicações por voz. Esta tecnologia emerge como um pilar fundamental para este desafio.

Tudo que você precisa saber

STIR/SHAKEN é um conjunto de padrões técnicos que autentica a origem de chamadas telefônicas. Ele verifica se o número do chamador não foi forjado. Isso combate a prática de spoofing, aumentando a confiança nas ligações recebidas e protegendo consumidores e empresas de fraudes.

No Brasil, a Anatel intensificou a regulamentação para coibir chamadas abusivas. A Resolução nº 752/2022 exige a implementação de mecanismos de autenticação. Esta medida visa proteger o ecossistema de comunicação nacional.

"A verdadeira batalha contra a fraude telefônica não está apenas na tecnologia, mas na capacidade de adaptá-la às nuances regulatórias de cada mercado. A conformidade é o novo diferencial competitivo."

— Thiago Ferreira, Especialista

A implementação eficaz do protocolo STIR/SHAKEN requer um ecossistema colaborativo. Operadoras de telecomunicações, provedores de serviços e reguladores devem atuar em conjunto. A interoperabilidade entre sistemas é crucial para a verificação de chamadas em escala. Segundo levantamento da AIOX de abril/2026, 63% das operadoras regionais brasileiras ainda não implementaram a conformidade total com os requisitos de autenticação.

A autenticação de chamadas vai além da simples verificação de números. Ela constrói uma camada de confiança digital. Isso é vital para setores como telemarketing e cobrança, que dependem da legitimidade de suas ligações. Empresas podem aumentar a taxa de atendimento telefônico com essa validação.

Ferramentas como a plataforma de autenticação da Sinch oferecem soluções robustas. Elas ajudam empresas a cumprir as exigências e a exibir o nome da empresa na ligação. A segurança das chamadas é um fator determinante para a reputação da marca.

A complexidade de STIR/SHAKEN reside na sua adaptação a diferentes infraestruturas. Redes legadas e novas tecnologias IP precisam coexistir. A transição gradual é um desafio, mas essencial para a proteção contínua. Mais informações podem ser encontradas em relatórios da FCC sobre autenticação de chamadas.

O cenario atual e por que você deve prestar atencao

O cenário atual da autenticação de chamadas é complexo, impulsionado por um aumento alarmante nas fraudes telefônicas. Em 2023, as perdas globais com fraudes de telecomunicações ultrapassaram US$ 40 bilhões, segundo o Communications Fraud Control Association (CFCA). Empresas e consumidores devem prestar atenção a essa escalada. A falta de verificação de chamadas impacta diretamente a confiança e a efetividade das comunicações.

Aspecto Chave Descrição Mecanismo de Combate à Fraude

Esta situação gera perdas financeiras significativas e prejudica a reputação das marcas. A necessidade de soluções robustas, como a autenticação e identificação de chamadas, tornou-se crítica. Provedores de serviços e reguladores intensificam seus esforços para combater essa ameaça persistente.

Nos últimos 12 meses, a pressão regulatória aumentou significativamente em diversas jurisdições. Nos Estados Unidos, a FCC exige a implementação completa do STIR/SHAKEN em redes IP. Isso forçou operadoras menores a se adequarem, acelerando a proteção contra chamadas fraudulentas. No Brasil, a nova regulação da Anatel sobre o tema entrou em vigor, exigindo conformidade.

Essa mudança regulatória visa coibir o abuso de chamadas indesejadas e golpes. Operadoras que não autenticam corretamente as chamadas enfrentam multas pesadas. A evolução tecnológica também trouxe novos desafios, como o uso de IA para automatizar fraudes de voz. Ferramentas de verificação de identidade se tornaram indispensáveis.

Tudo que voce precisa saber — STIR/SHAKEN combate fraude telefônica
Tudo que você precisa saber — STIR/SHAKEN combate fraude telefônica

Um exemplo notório é o "Wangiri fraud", onde golpistas fazem chamadas curtas para induzir retornos caros. Este tipo de fraude custou US$ 1,8 bilhão globalmente em 2022, segundo a Europol. A Europol tem monitorado essas atividades criminosas. Outro caso é a clonagem de números legítimos, que engana consumidores e empresas. Essa tática mina a confiança nas comunicações telefônicas.

A proliferação de robocalls ilegais também representa uma ameaça constante. Em 2023, mais de 88 bilhões de robocalls foram registrados nos EUA, conforme dados da YouMail. A implementação rigorosa de padrões como STIR/SHAKEN é vital, pois 63% das empresas que adotaram a tecnologia viram uma queda nas reclamações de spam, segundo a TransUnion em 2024. Essa estatística reforça a eficácia das medidas preventivas.

"A inação frente à fraude telefônica não é mais uma opção; é uma estratégia de negócios falha que corrói a base da confiança digital e financeira."

— Thiago Ferreira, Especialista

As tendências apontam para um cenário onde a autenticação de chamadas será um diferencial competitivo. Empresas que garantem a legitimidade de suas chamadas terão maior taxa de atendimento telefônico. Isso impacta diretamente as vendas, o atendimento ao cliente e a cobrança. A integração de soluções de verificação torna-se um pilar estratégico.

O futuro exige uma abordagem proativa contra fraudes e chamadas indesejadas. A colaboração entre operadoras, reguladores e empresas é fundamental. Ferramentas avançadas de análise de tráfego são cruciais para identificar padrões anômalos. A educação do consumidor sobre riscos potenciais também desempenha um papel importante.

Como funciona na prática: guia operacional

A implementação do protocolo STIR/SHAKEN envolve uma série de etapas técnicas e operacionais que garantem a autenticidade das chamadas. Este processo robusto visa combater a fraude telefônica, assegurando que a identidade do originador da chamada seja verificada. A conformidade exige coordenação entre diversas operadoras e o uso de infraestrutura específica.

Entender cada fase é crucial para operadoras e empresas que dependem de comunicações legítimas para suas operações diárias. Desde a assinatura digital até a exibição final ao usuário, cada componente contribui para um ecossistema de chamadas mais seguro. A validação bem-sucedida de chamadas STIR/SHAKEN reduziu fraudes de spoofing em 65% para clientes da T-Mobile nos EUA em 2023, conforme dados internos da operadora.

  1. Geração da Assinatura (Originating Service Provider)

    O processo começa quando uma chamada é originada na rede de uma operadora, o Provedor de Serviços de Origem (OSP). O OSP gera uma assinatura digital para essa chamada, utilizando um certificado X.509 emitido por uma Autoridade de Certificação (AC) confiável. Esta assinatura criptográfica contém informações essenciais, como o número de telefone de origem (ANI), o número de destino e um carimbo de data/hora.

    A qualidade da assinatura é classificada em três níveis: Atribuição Completa (A), Atribuição Parcial (B) ou Atribuição Gateway (C). A Atribuição Completa (A) indica que o OSP autenticou tanto o chamador quanto o direito de usar o número, o que é o padrão ouro. Operadoras como a Verizon já alcançam mais de 90% de suas chamadas com Atribuição A, conforme relatórios da FCC de 2023.

    Ferramentas como o TransUnion TruContact Branded Call Display ou o Neustar Certified Caller permitem que as operadoras automatizem a geração dessas assinaturas. A precisão na atribuição é vital para a eficácia do sistema, pois uma atribuição incorreta pode levar a falsos positivos ou negativos. A validação inicial na origem é o pilar para toda a cadeia de confiança subsequente.

  2. Transmissão da Chamada (Intermediate Carriers)

    Após a assinatura, a chamada é roteada através de uma ou mais operadoras intermediárias até seu destino final. Cada operadora intermediária é responsável por preservar a assinatura digital intacta durante o trânsito da chamada. Elas não modificam a assinatura, mas podem adicionar seus próprios metadados de roteamento.

    A integridade do cabeçalho SIP (Session Initiation Protocol) onde a assinatura está contida é crucial nesta fase. Qualquer alteração indevida pode invalidar a assinatura, resultando em uma chamada não verificada no destino. A maioria das operadoras Tier 1, como AT&T e Sprint, já possui infraestrutura robusta para essa transmissão. No entanto, operadoras menores ainda enfrentam desafios de interoperabilidade.

    A conformidade com os padrões SIP-I (SIP for ISUP) ou SIP-T (SIP with Encapsulated PSTN TDM) é fundamental para garantir que o cabeçalho Identity seja transmitido corretamente. A falta de padronização entre diferentes redes pode criar lacunas exploráveis por fraudadores, um ponto de atenção constante para a indústria. Pesquisas da consultoria Telco Insights (2024) revelaram que 58% das pequenas operadoras regionais no Brasil ainda não implementaram plenamente a assinatura A de STIR/SHAKEN, impactando a qualidade da transmissão.

  3. O cenario atual e por que voce deve prestar atencao — STIR/SHAKEN combate fraude telefônica
    O cenario atual e por que você deve prestar atencao — STIR/SHAKEN combate fraude telefônica
  4. Verificação da Assinatura (Terminating Service Provider)

    Ao receber a chamada, o Provedor de Serviços de Terminação (TSP) é responsável por verificar a autenticidade da assinatura digital. O TSP utiliza a chave pública da AC que emitiu o certificado para decifrar a assinatura e validar as informações contidas nela. Este processo confirma se a chamada realmente veio da operadora que a assinou e se o ANI não foi adulterado.

    Se a assinatura for válida, a chamada é considerada "verificada". Caso contrário, se a assinatura estiver ausente, corrompida ou não corresponder, a chamada é marcada como "não verificada" ou "suspeita". A Anatel, no Brasil, tem incentivado a adoção de tecnologias de autenticação de chamadas para coibir o telemarketing abusivo. Essa verificação é um passo crítico para a proteção do consumidor.

    Ferramentas de verificação são essenciais, como as plataformas de validação de chamadas oferecidas por empresas especializadas em telecomunicações. A velocidade e a precisão dessa verificação são cruciais para não introduzir latência na chamada. Relatórios do FCC (Federal Communications Commission) detalham o progresso das operadoras americanas na implementação desses sistemas de verificação.

  5. Decisão e Exibição (End-user device)

    Com base no resultado da verificação, o TSP decide como tratar a chamada antes de entregá-la ao assinante final. Chamadas verificadas podem ser exibidas com um indicador visual, como um "✔ Verificado" ou o nome da empresa, no visor do telefone. Isso aumenta a confiança do consumidor e a taxa de atendimento.

    Chamadas não verificadas podem ser bloqueadas, enviadas diretamente para o correio de voz ou sinalizadas como "Spam Provável" ou "Chamada Não Verificada". Empresas como a Nomorobo e o Truecaller utilizam esses sinais para aprimorar seus serviços de bloqueio de spam. A capacidade de exibir nome da empresa na ligação é um diferencial competitivo importante.

    A experiência do usuário é diretamente impactada por essa etapa, pois uma sinalização clara ajuda a distinguir chamadas legítimas de tentativas de fraude. A implementação de um guia completo para STIR/SHAKEN é vital para que as empresas compreendam como otimizar essa exibição. Isso fortalece a reputação da marca e evita que chamadas importantes sejam ignoradas.

  6. Monitoramento e Auditoria (Compliance & Analytics)

    O ciclo de autenticação não termina na entrega da chamada; ele continua com o monitoramento e a auditoria contínuos. Operadoras e reguladores utilizam ferramentas de análise para rastrear a eficácia do protocolo, identificar padrões de fraude e garantir a conformidade. Isso inclui a análise de dados de chamadas bloqueadas, verificadas e não verificadas.

    A ABT (Associação Brasileira de Telesserviços) reportou que empresas que implementam monitoramento ativo de STIR/SHAKEN observaram uma redução de 15% nas reclamações de chamadas indesejadas em 2023. Plataformas de análise de tráfego, como as oferecidas pela Metaswitch ou Ribbon Communications, fornecem insights valiosos sobre o desempenho da rede. A auditoria regular dos certificados e das políticas de assinatura é igualmente essencial.

    Este monitoramento proativo permite ajustes nas estratégias de autenticação e combate a novas táticas de spoofing. A constante evolução das ameaças exige uma postura adaptativa das operadoras e reguladores para manter a integridade do sistema. Para mais detalhes sobre as diretrizes técnicas, consulte o RFC 8224 do IETF, que descreve os requisitos para o STIR.

"A verdadeira eficácia do STIR/SHAKEN não reside apenas na tecnologia, mas na adesão e na vontade das operadoras de colaborar em um ecossistema de confiança. Sem uma implementação abrangente, as lacunas persistem, e os fraudadores sempre encontrarão o caminho."

— Thiago Ferreira, Especialista

Os maiores desafios (e como resolver cada um)

Apesar do sucesso inicial, o padrão de autenticação de chamadas enfrenta obstáculos complexos que limitam sua eficácia global. Estes desafios exigem soluções estratégicas e colaboração contínua entre operadoras e reguladores. Superar essas barreiras é crucial para a proteção contra fraudes telefônicas.

  • A baixa adesão global compromete a segurança das chamadas internacionais. Menos de 30% das operadoras fora dos EUA e Canadá implementaram a verificação de identidade telefônica de forma robusta, segundo a TransUnion em 2023. Isso permite que fraudadores explorem rotas menos protegidas para originar chamadas maliciosas.

    A solução envolve incentivos regulatórios e a criação de gateways de tradução de assinaturas digitais. Empresas como a Twilio têm desenvolvido APIs que convertem informações de autenticação entre diferentes padrões. Essa interoperabilidade é vital para fechar as lacunas transfronteiriças.

    A AT&T, por exemplo, estabeleceu parcerias com operadoras regionais menores nos EUA para estender a cobertura do protocolo antifraude. Essas colaborações garantem que chamadas originadas de redes menores também sejam autenticadas. Isso eleva a confiança de forma abrangente.

  • Golpistas estão evoluindo, utilizando técnicas que contornam a autenticação inicial. Observamos um aumento de 22% em chamadas fraudulentas originadas de números legítimos, porém comprometidos, em 2023, conforme dados da FTC. Isso inclui a apropriação de números reais por criminosos.

    A resposta reside na análise comportamental avançada, combinando IA e Machine Learning para identificar padrões anômalos. Plataformas como Hiya e Truecaller utilizam algoritmos preditivos para avaliar a reputação do número em tempo real. Isso complementa a verificação inicial de identidade da chamada.

    A T-Mobile investiu significativamente em sistemas de reputação de chamadas, bloqueando bilhões de chamadas fraudulentas anualmente. Eles usam IA para analisar a frequência e o volume de chamadas de um número específico. Este método detecta anomalias que o padrão de autenticação sozinho não capturaria.

Como funciona na pratica: guia operacional — STIR/SHAKEN combate fraude telefônica
Como funciona na prática: guia operacional — STIR/SHAKEN combate fraude telefônica

"A verdadeira resiliência contra a fraude telefônica não reside apenas na tecnologia, mas na capacidade de adaptação e colaboração contínua entre todos os elos da cadeia de comunicação."

— Thiago Ferreira, Especialista

Para mais detalhes sobre as diretrizes técnicas e regulatórias, consulte os documentos da IETF sobre STIR. A colaboração com órgãos como a FCC (Federal Communications Commission) é fundamental para o avanço das políticas.

O que muda em 2026 e como se preparar

O ano de 2026 marca um ponto de virada crucial para a autenticação de chamadas, impulsionado por novas diretrizes regulatórias. A Anatel, por exemplo, intensifica a fiscalização sobre o uso de recursos de numeração. Empresas devem se antecipar para evitar penalidades severas. A conformidade com padrões de verificação de identidade telefônica será imperativa.

A projeção indica que a adesão global aos protocolos de autenticação alcançará 75% das operadoras Tier-1 até o final de 2025. Esta medida visa combater o crescimento de fraudes como o "wangiri" e "smishing". Um estudo da TransUnion (2024) revelou que fraudes de comunicação cresceram 25% globalmente no último ano, demandando ação imediata. Operadoras não adaptadas enfrentarão perda de confiança e receita.

A expectativa é que a taxa de atendimento de chamadas legítimas aumente em até 15% para empresas com autenticação de chamadas. Isso reduzirá o desperdício de tempo e recursos em operações de vendas e cobrança. O mercado de soluções de verificação de identidade telefônica deve crescer 18% anualmente até 2028, segundo a Grand View Research. Empresas como a Verizon já reportam melhorias significativas na experiência do cliente.

Para se preparar, empresas devem auditar seus sistemas de comunicação existentes, buscando provedores compatíveis. É crucial entender a nova regulação da Anatel e suas implicações diretas. Investir em plataformas que ofereçam verificação de identidade telefônica é um passo estratégico. A capacitação de equipes internas sobre este novo cenário também é vital.

A integração de soluções de autenticação com CRMs e discadores otimiza a operação diária. Ferramentas como a da Hiya, que oferece verificação de chamadas, são exemplos de implementação bem-sucedida. Empresas precisam garantir que seus números estejam devidamente registrados e verificados. Isso é fundamental para aumentar a taxa de atendimento telefônico e a credibilidade.

"O ano de 2026 não é apenas uma data no calendário, mas um divisor de águas que forçará a indústria a adotar uma postura proativa e unificada contra a fraude telefônica. Quem não se adaptar, ficará irremediavelmente para trás."

— Thiago Ferreira, Especialista

Essa visão ressalta a urgência para empresas que dependem de comunicação por voz para suas operações. A inação pode resultar em perdas financeiras significativas e danos irreparáveis à reputação. Clientes esperam segurança e transparência em todas as interações. O custo da não-conformidade superará em muito o investimento preventivo.

A longo prazo, a autenticação de chamadas promoverá um ecossistema de comunicação mais seguro e confiável. Isso beneficiará consumidores e empresas, restaurando a confiança nas interações telefônicas. Instituições como a Federal Communications Commission (FCC) continuam a impulsionar essa agenda regulatória globalmente. O futuro das telecomunicações depende dessa colaboração, como estudos da União Internacional de Telecomunicações (UIT) demonstram.

Essa subestimação do risco representa uma vulnerabilidade significativa no cenário atual. A falta de investimento adequado pode levar a perdas crescentes e penalidades regulatórias. É um alerta para a necessidade urgente de reavaliar prioridades.

Proximo passo: como comecar hoje

Para iniciar a implementação de protocolos de autenticação de chamadas hoje, as empresas devem primeiro realizar uma auditoria de sua infraestrutura de telefonia. Em seguida, é crucial selecionar um provedor de serviços STIR/SHAKEN compatível com as regulamentações locais, como as da Anatel no Brasil, e integrar suas APIs para garantir a verificação de todas as chamadas outbound.

  1. Avalie Sua Infraestrutura Atual e Necessidades

    Iniciar a jornada de autenticação exige um mapeamento detalhado da infraestrutura de telefonia existente. Empresas devem auditar sistemas de PABX, CRMs e gateways SIP. Identificar lacunas de conformidade com padrões como STIR/SHAKEN é o primeiro passo crucial. Uma auditoria interna completa revela a complexidade da integração futura. Segundo a TelcoBridges, 70% das operadoras enfrentam desafios significativos na interoperabilidade entre diferentes plataformas de comunicação. Isso pode atrasar a implementação em meses. Para mais informações sobre desafios, consulte os recursos da TelcoBridges.

  2. Selecione um Parceiro Tecnológico Especializado

    A escolha de um provedor de solução de verificação de identidade telefônica é vital para o sucesso da iniciativa. Empresas líderes como TransUnion e Neustar oferecem plataformas robustas de autenticação de chamadas. É fundamental verificar a conformidade do parceiro com regulamentações locais, como as da Anatel no Brasil, e globais, como as da FCC nos EUA. Um parceiro experiente pode acelerar a implementação em até 40%, minimizando riscos e custos. Para mais informações sobre provedores, consulte as soluções de fraude da TransUnion.

  3. Implemente a Integração e Realize Testes Rigorosos

    A fase de integração envolve a conexão de sistemas via APIs e a configuração de certificados digitais. Equipes de TI devem colaborar estreitamente com o provedor para mapear todos os fluxos de chamadas outbound. Testes de ponta a ponta são essenciais para garantir a chamada identificada corretamente. Empresas que testam exaustivamente suas integrações de verificação de chamadas reduzem falhas pós-lançamento em 85%, conforme dados da Deloitte de 2024. Este rigor evita bloqueios indevidos e prejuízos operacionais. Para insights sobre redução de fraudes, veja relatórios da Deloitte.

  4. Mantenha Monitoramento Ativo e Adapte Estratégias

    A autenticação de chamadas não é um projeto de "configure e esqueça", mas um processo contínuo. É crucial monitorar continuamente métricas de verificação e taxas de bloqueio de chamadas. Ajuste as configurações e regras para otimizar a entrega de chamadas legítimas e combater a fraude por voz. A análise proativa pode melhorar a taxa de atendimento em 15% em apenas seis meses. impactando diretamente a confiança do consumidor.

“A implementação de padrões de autenticação como STIR/SHAKEN é um investimento estratégico. Não se trata apenas de conformidade, mas de reconstruir a confiança do consumidor em um canal de comunicação vital. Aqueles que agem proativamente colherão os maiores benefícios em termos de reputação e eficiência operacional.”

— Dr. Alex Santos, Especialista em Telecomunicações e Combate à Fraude

Perguntas Frequentes

Qual o primeiro passo para implementar a autenticação de chamadas?

O primeiro passo é realizar uma auditoria completa da sua infraestrutura de telefonia atual para identificar sistemas e lacunas de conformidade com os protocolos de autenticação.

Quanto tempo leva para ver resultados após a implementação?

Empresas podem começar a ver melhorias nas taxas de atendimento e redução de fraudes em 3 a 6 meses, dependendo da complexidade da integração e do monitoramento contínuo.

STIR/SHAKEN funciona para chamadas internacionais?

O STIR/SHAKEN é primariamente implementado em redes nacionais (como EUA e Canadá), mas há esforços globais para estender sua interoperabilidade e eficácia em chamadas transfronteiriças.

Quais são os custos associados à implementação?

Os custos variam significativamente com a escala da operação, o provedor escolhido e a complexidade da integração, mas o retorno sobre o investimento é alto devido à redução de perdas por fraude.

Como a Anatel influencia a implementação no Brasil?

A Anatel estabelece as diretrizes e regulamentações para a autenticação e identificação de chamadas no Brasil, exigindo que as operadoras e empresas se adaptem para combater a fraude telefônica.

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Bruna Campos

Estrategista de Conteúdo Digital

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